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O Papel da Polícia no Brasil do Século XXI – Redação para ENEM.

  • 22 de set. de 2015
  • 3 min de leitura

Escrevi novamente um texto dissertativo-argumentativo, em norma padrão da língua portuguesa… O tema é "O Papel da Polícia no Brasil do Século XXI". Como o Enem exige, apresentei uma proposta de intervenção, que respeitasse os direitos humanos… E aqui está:

Os Policiais: De Solução à Problema.

Em toda sociedade, comunidade, grupo, ou seja, tudo que se refere ao coletivo, existem diversas pessoas com pensamentos, ideais e interesses individuais. Embora haja leis, que exercem a função de organizar a vida dos indivíduos em sociedade, é necessário o exercício de uma “supervisão” para que estas sejam cumpridas. O policiamento, que é dividido de acordo com a função exercida, é quem mantem ou deveria manter a ordem do País, Estados e cidades.

É comum vermos nos dias atuais, a polícia entrando em conflito com manifestantes, que lutam pelos mais variados interesses, e esta é vista como a “vilã da história”. A verdade é que a população brasileira criou uma imagem negativa daqueles que estão ali para protege-los e essa imagem precisa ser descontruída. Contudo, é fundamental analisar o PORQUÊ dessa visão que a sociedade construiu sobre os policiais.

Em um País onde a população dia após dia descobre algum escândalo sobre roubos e fraudes no meio político, assim como policiais corruptos - influenciados pela adoção de um sistema econômico falho, que tem como principal objetivo o benefício daqueles que possuem mais capital -, desacredita que alguém que tenha mais poder esteja realmente interessado no bem de todos.

Além disso, sabe-se que em todo o meio profissional, existe uma hierarquia, onde quem tem mais poder manda, e os outros obedecem. Quando criança, o indivíduo segue as orientações dadas por seus pais e familiares... E isso se estende até a fase adulta, onde este se prepara para seguir as instruções de seus empregadores. Isso não é diferente no regime policial, que expõe seus integrantes a uma disciplina severa, sem qualquer tipo de diálogo. O que é aprendido nesse meio, é levado para as ruas, onde há a presença de pessoas que não estão acostumadas com esse tipo de tratamento. Logo, percebe-se que o problema tem três faces: a população, o governo e seus “servidores”... E que estas precisam ser moldadas.

A população tem que disseminar a ideia de que os policiais estão ali para servi-los, ao invés de serem considerados criminosos. A desconstrução dessa ideia deve ocorrer no meio familiar, por meio do diálogo com crianças e adolescentes, e no âmbito escolar, com a criação de atividades que explicitem para a criança e o adolescente a importância de cada profissão na sociedade, incluindo o Policial. É importante não só expor, mas também levar tais profissionais para vivenciar esses momentos com o “futuro do Brasil”. Além de acabar com a “má reputação” que alguns meios têm, essa medida também ajuda na formação do caráter e na área profissional que estas irão optar quando adultos.

Todavia, para que a população realmente acredite que aqueles que estão no poder realmente estão a serviço do bem coletivo, é necessário que estes também se policiem... A lei não serve só para quem é de uma classe social ou é de raça diferente! A lei é comum a todos, e o exemplo a ser dado deve vir daqueles que estão no topo, para que todos sigam os seus passos. De que adianta corruptos no poder, se deveriam ser eles os exemplos a serem seguidos, já que estão ali para serem a representação popular?

Por fim, a criação de um veículo de comunicação, que facilitasse a interação entre população e o governo brasileiro seria uma solução viável, onde estas poderiam sugerir ideias que melhorassem os serviços no Brasil. O País, os Estados e as cidades precisam acompanhar o desenvolvimento que vem ocorrendo ao longo do tempo. É impossível estabelecer ordem com regras adotadas há anos atrás, em uma sociedade que se reinventa a cada dia. O governo e seus serviços necessitam acompanhar esse desenvolvimento. A polícia, por exemplo, deve estabelecer novas medidas de intervenção, utilizando o diálogo e instrumentos que não agridam as pessoas... E medidas mais severas só deveriam ser utilizadas caso fosse realmente necessário, ou seja, em casos que as tentativas de uma intervenção pacífica não obtenham resultados.


Beijos, Taly :*

 
 
 

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